Sonhei que buscava uma cor que se perdia na multidão. Queria lhe entregar um bilhete que trazia na mão. Hoje, saí na rua vestindo a tal cor e nada encontrei antes e depois do sol se pôr. Levei comigo aquele bilhete bem dobrado no bolso, mas não o entreguei a quem não encontrei por pouco. Fiquei de repente na frente de uma linda fogueira. Era a expurgação dos males da vida inteira. Fumaça inebriante. Perdi a chance. Fogo tem um tanto da cor sonhada. E outro tanto de estafa.
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segunda-feira, 17 de abril de 2017
quinta-feira, 17 de março de 2011
sábado, 2 de outubro de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
O cão e o rei numa folha sem história
Numa disputa de desejos, o cão venceu o rei e carregou na cabeça o que era símbolo de vitória. Um dia bem enterrado, cheio de vícios sujos e virtudes caxias. E, num súbito de tolices, uma face foi revelada: a de baixo.
O rei venceu o cão. Cavou até sair. Sem tumbas de ouro ou massagens esfoliantes reveladoras do carma monárquico, o homem partiu o coração do amigo. O cão latiu em voz alta.
O rei perdeu a fala...
"Faça-se a sua vontade!", e a folha falou em linhas.
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