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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Cor esvanecida


Sonhei que buscava uma cor que se perdia na multidão. Queria lhe entregar um bilhete que trazia na mão. Hoje, saí na rua vestindo a tal cor e nada encontrei antes e depois do sol se pôr. Levei comigo aquele bilhete bem dobrado no bolso, mas não o entreguei a quem não encontrei por pouco. Fiquei de repente na frente de uma linda fogueira. Era a expurgação dos males da vida inteira. Fumaça inebriante. Perdi a chance. Fogo tem um tanto da cor sonhada. E outro tanto de estafa.

quinta-feira, 17 de março de 2011

sábado, 2 de outubro de 2010

Ideias


Olhar vazio parado na sombra sem cor. E como sombra se fez, se nem luz há? Xita, monkey! Samba sonífero! Dolorido numa dor sem corpo. Alma vã e vaga: o secreto inexiste.

Quebrando, partindo e vendo o que mente: as cores, a luz e o sol divertido. E o escuro.

quarta-feira, 31 de março de 2010

O cão e o rei numa folha sem história























Era uma vez um cão que era rei e um rei que era cão.


Numa disputa de desejos, o cão venceu o rei e carregou na cabeça o que era símbolo de vitória. Um dia bem enterrado, cheio de vícios sujos e virtudes caxias. E, num súbito de tolices, uma face foi revelada: a de baixo.


O rei venceu o cão. Cavou até sair. Sem tumbas de ouro ou massagens esfoliantes reveladoras do carma monárquico, o homem partiu o coração do amigo. O cão latiu em voz alta.


O rei perdeu a fala...


"Faça-se a sua vontade!", e a folha falou em linhas.